Em um cenário de rápida evolução tecnológica, o setor financeiro brasileiro acelera sua jornada rumo à nuvem para conquistar novos patamares de eficiência e segurança. As instituições estão redescobrindo modelos de operação ágeis, moldados pela necessidade de adaptação contínua. transformação digital segura e eficiente guia esse movimento.
Os dados mais recentes da pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025 revelam orçamentos robustos e metas ousadas. Com um aumento de 13% no investimento total em TI para R$ 47,8 bilhões, os bancos demonstram um compromisso sólido com a modernização.
Esse movimento financeiro sustenta projetos que vão desde melhorias na infraestrutura até plataformas de atendimento digital.
Atualmente, 88% dos bancos brasileiros estão migrando dados e operações para ambientes de nuvem. Essa adesão abrange serviços de Open Banking, Pix e sistemas legados, gerando ganhos de performance e redução de dependência de hardware obsoleto.
Os benefícios são tangíveis: maior agilidade nas operações, escalabilidade e flexibilidade de recursos conforme a demanda e integração simplificada entre diferentes sistemas internos.
Plataformas em nuvem permitem que equipes de tecnologia colaborem globalmente, acelerando ciclos de desenvolvimento e lançamento de produtos.
A adoção de Inteligência Artificial (IA) e GenAI transforma processos internos e serviços ao cliente. Mais de 80% das instituições já utilizam GenAI em áreas críticas, ainda que apenas metade tenha formalizado políticas e diretrizes para seu uso.
O impacto se reflete em ganhos médios de eficiência de 11,4%, com 38% dos bancos atingindo melhorias superiores a 20% em operações-chave.
As tecnologias de IA têm impacto direto em atendimento ao cliente, prevenção de fraudes e gestão de riscos, criando bases sólidas para inovações futuras.
O Itaú Unibanco é exemplo de sucesso ao aplicar agentes de IA para análise de crédito. A instituição executa mais de 22 mil simulações por perfil de cliente, resultando em decisões mais ágeis e precisas.
Na área de investimentos, mais de 100 mil clientes utilizam recomendações personalizadas, adaptadas ao apetite de risco e prazos desejados. Antes, levar dias para lançar novos produtos era rotina. Hoje, projetos entram em produção em menos de quinze dias.
Esses relatos evidenciam como a combinação de nuvem e IA acelera processos e melhora a experiência do usuário final.
A segurança em ambientes de nuvem é prioridade. Quase 60% das instituições contam com especialistas em cibersegurança nos conselhos administrativos, enquanto 40% envolvem equipes de segurança desde a concepção de novos produtos.
Iniciativas de prevenção a fraudes, proteção de dados pessoais e educação do cliente são destaque: 94% dos bancos investem nessas áreas, garantindo um robusto campo de defesa. fortalecimento de segurança e privacidade é fundamental para manter a confiança dos usuários.
À medida que o Open Finance se expande, a personalização baseada em dados ganha força. Com 79% de aderência a serviços de dados abertos, os bancos podem oferecer soluções mais relevantes e assertivas.
Ferramentas de análise preditiva, integradas a aplicativos e chatbots, proporcionam experiência personalizada ao cliente final. O resultado é maior engajamento, maior fidelização e uma jornada sem atritos.
Para escalar soluções e democratizar o acesso a serviços financeiros, bancos e fintechs formam parcerias estratégicas em nuvem. Essa cooperação viabiliza a oferta de produtos de terceiros em plataformas próprias, criando ambiente competitivo e multi-bancarização.
Com 65% de aderência a agregadores de serviços, as instituições constroem ecossistemas digitais mais robustos, onde a inovação de cada parceiro se complementa. Isso gera valor compartilhado e abre portas para modelos de negócios exponenciais.
O cenário de tecnologia bancária também impacta o mercado de trabalho. Para 2025, projeta-se um aumento de 15% nas contratações, com destaque para desenvolvedores de software, especialistas em segurança da informação e cientistas de dados.
Profissionais de TI já representam 11% do total de colaboradores do setor, reforçando a importância de habilidades em desenvolvimento, analytics e infraestrutura para sustentar esse crescimento.
O horizonte da nuvem financeira aponta para a adoção de tecnologias cada vez mais disruptivas, como computação quântica e blockchain. No entanto, a maturidade em IA permanece como prioridade imediata.
Os próximos passos incluem o tecnologias disruptivas para o futuro e a implementação de governança sobre o uso de IA para assegurar conformidade regulatória. Instituições que equilibrarem inovação, segurança e agilidade estarão bem posicionadas para liderar o setor nos próximos anos.
Em resumo, a nuvem representa mais do que um modelo de hospedagem de infraestrutura: é um catalisador de transformação, capaz de impulsionar a inovação acelerada com inteligência artificial e fomentar serviços financeiros cada vez mais ágeis e seguros.
Para aproveitar plenamente esse potencial, equipes devem adotar metodologias ágeis, investir em capacitação contínua e estabelecer métricas claras de sucesso. Relatórios periódicos e governança transparente apoiam a cultura de melhoria contínua e garantem resultados consistentes.
Referências