Em um mundo cada vez mais conectado, nossas finanças também migram para o universo digital, expondo dados sensíveis a ameaças sofisticadas.
O setor financeiro no Brasil, mesmo pioneiro em soluções como PIX e Open Banking, tornou-se alvo de incidentes que colocam em risco milhões de usuários.
A cada semana, instituições financeiras brasileiras enfrentam uma média de 1.752 ataques, um dos índices mais altos globalmente.
Especialistas apontam que o setor é responsável por 20,18% de todos os incidentes cibernéticos no país.
De ransomware a cavalos de Troia bancários sofisticados, os invasores exploram desde falhas na nuvem até vulnerabilidades de cadeia de suprimentos.
Além disso, a suscetibilidade de funcionários à engenharia social e a dependência de sistemas legados deixam portas abertas para invasões.
Em março de 2025, os cinco principais golpes bancários representaram a maioria das fraudes:
Para identificar tentativas de fraude, fique atento a:
Proteger-se exige uma combinação de tecnologia, processos e cultura organizacional. Veja as principais ações:
Duas histórias recentes ilustram como brechas podem causar impactos gigantescos:
No caso da Sinqia, a empresa que conecta bancos ao PIX sofreu um ataque que vazou dados sensíveis, mostrando como uma única brecha crítica pode comprometer todo o sistema financeiro.
Já o incidente envolvendo a C&M Softwares foi resultado da comercialização de credenciais por um técnico de TI, evidenciando falhas na gestão de acesso e monitoramento interno. Com isso, 29 empresas foram afetadas e milhões de reais desviados.
Esses episódios ensinam que tecnologia sem governança e políticas bem definidas não basta para manter a segurança.
Para reverter esse cenário, empresas e usuários finais devem trabalhar de forma colaborativa. Regulamentações mais rígidas, auditorias frequentes e implementação de políticas de controle aprimoradas são fundamentais.
Instituições financeiras devem compartilhar informações sobre ameaças em tempo real e investir em plataformas de detecção avançada. Usuários, por sua vez, precisam adotar hábitos seguros e questionar qualquer comunicação suspeita.
Em nível macro, a criação de parcerias público-privadas estratégicas de longo prazo fortalece a defesa cibernética nacional e protege toda a população.
Embora o volume de ataques e as perdas econômicas sejam impressionantes, cada um de nós tem o poder de reduzir riscos. Conscientização e ação proativa podem impedir que golpistas obtenham acesso aos seus dados e recursos.
Mantenha-se informado, aplique boas práticas de segurança e pressione instituições a seguirem as melhores normas. Juntos, podemos criar um ambiente financeiro mais seguro, inovador e confiável.
Este é o momento de agir: fortaleça suas defesas, compartilhe conhecimento e inspire outros a protegerem suas finanças na era digital.
Referências