O Brasil vive um momento único em que o espírito empreendedor se une à vontade de transformar realidades. Nunca se discutiu tanto a importância de equilibrar ganhos financeiros com impacto social.
Neste artigo, vamos explorar dados, estratégias e histórias inspiradoras para mostrar como você pode alinhar propósito e lucro de forma sustentável e duradoura.
Segundo estudo inédito do Datafolha, FGV e FDC, as ações dos empreendedores sociais já beneficiaram 330 milhões de pessoas em duas décadas, valor que supera em 1,5 vez a população brasileira atual.
Em 2023, foram mobilizados R$ 1,7 bilhão por iniciativas que buscam resolver problemas sociais e ambientais. Esses recursos fortalecem o terceiro setor e o setor 2.5, consolidando o empreendedorismo social como ferramenta de grande alcance e relevância.
Esses números provam que negócios orientados pelo impacto social têm força para promover mudanças estruturais e inspirar novas gerações de empreendedores.
De janeiro a outubro de 2025, o Brasil registrou 4,3 milhões de novos pequenos negócios, crescimento de 18,8% em relação ao ano anterior. No primeiro trimestre, foram abertos mais de 1,4 milhão de negócios, o maior patamar da série histórica.
Segundo o Monitor Global de Empreendedorismo (GEM) 2024, a taxa de empreendedorismo atingiu 33,4% da população adulta, o que corresponde a cerca de 47 milhões de brasileiros envolvidos em alguma atividade empresarial.
O perfil desses empreendedores mostra uma presença crescente de jovens entre 25 e 44 anos e mulheres liderando mais negócios do que nunca, revelando uma transformação no cenário tradicional de empreendedorismo.
O setor de Serviços lidera as novas aberturas, seguido pelo Comércio e pela Indústria de Transformação. Essas áreas oferecem espaço para soluções inovadoras e de alto impacto.
Geograficamente, o Sudeste concentra 50,6% das novas aberturas, com São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro no topo. Porém, Amazonas (38,9%), Piauí (32,1%) e Goiás (29,6%) registraram os maiores crescimentos proporcionais.
Apesar do entusiasmo, apenas 34,4% dos donos de negócios tinham CNPJ no segundo trimestre de 2025. A formalização traz aumenta a renda em até 25% e oferece proteção social, crédito facilitado e maior segurança jurídica.
Os MEIs atendidos pelo Sebrae e presentes no Cadastro Único apresentam 78,9% de empresas ativas, contra 61,5% daqueles não atendidos. Isso demonstra que o suporte técnico e a formalização são fundamentais para a sustentabilidade dos negócios.
Em 2025, mais de 2 milhões de famílias saíram do Programa Bolsa Família graças ao aumento da renda gerada por atividades empreendedoras.
Dos 4,6 milhões de pessoas inscritas no Cadastro Único com algum negócio, 41,7% participam ou participaram do programa, o que evidencia o potencial do empreendedorismo social como iniciativa com poder de transformação e mobilidade social.
A orientação empreendedora social (OES) é baseada em quatro pilares essenciais que determinam o desempenho social das iniciativas:
Entender e desenvolver essas dimensões é crucial para criar soluções eficazes, escaláveis e centradas nas necessidades das comunidades.
Pesquisa da Pipe.Social em 2021, com 1.272 negócios de impacto, identificou contribuição principalmente para ODS 12 e ODS 3, focando em consumo responsável e saúde.
Para 2025, as tendências apontam para digitalização, automação e sustentabilidade, além de personalização de produtos, marketing de valores e consumo consciente. Esse movimento cria espaço para modelos híbridos que unem lucro e propósito.
Em um contexto macroeconômico com projeção de crescimento de 2,5% do PIB, o ambiente é propício para empreendedores que desejam fazer a diferença e, ao mesmo tempo, obter retorno financeiro.
Convidamos você a abraçar esse desafio: alinhe seu propósito às finanças, busque o equilíbrio entre impacto e rentabilidade e faça parte de uma nova geração de líderes que transforma realidades e constrói um futuro mais justo.
Referências