O setor de fintechs no Brasil vive um momento extraordinário de expansão e aprendizado. Com mais de 1.700 empresas em atuação, o país concentra cerca de 60% das fintechs da América Latina, tendo atraído mais de US$ 10 bilhões em investimentos na última década. Dentro desse ecossistema dinâmico, as insurtechs surgem como protagonistas na missão de modernizar e tornar acessível o setor de seguros, unindo tecnologia e expertise regulatória para proteger o futuro das pessoas.
As insurtechs são startups especializadas em soluções de seguros digitais, que buscam agilizar processos, reduzir custos e entregar produtos personalizados por meio de plataformas tecnológicas. Elas fazem parte de um ecossistema mais amplo de fintechs que atuam em áreas como pagamentos instantâneos, carteiras digitais e blockchain.
Reguladas pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) e sujeitas às normas do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), as insurtechs precisam seguir diretrizes rigorosas para garantir proteção dos consumidores e viabilidade dos produtos ofertados. Essa governança robusta fortalece a confiança do mercado e abre espaços para inovações seguras.
Os dados até maio de 2025 revelam um setor segurador em plena vitalidade. As seguradoras brasileiras registram rentabilidade entre 25% e 30%, enquanto a arrecadação de prêmios deve crescer mais de 10% neste ano, de acordo com estimativas da CNseg. Esse desempenho reflete:
Apesar das incertezas econômicas e da maior frequência de eventos climáticos adversos, o segmento mostra resiliência notável, apoiada por uma regulação prudente e por práticas de gestão de risco cada vez mais sofisticadas.
Para se manterem competitivas, as seguradoras e insurtechs investem intensamente em tecnologia e parcerias estratégicas. Entre as principais iniciativas, destacam-se:
Essas ações permitem não só a redução de custos operacionais, mas também a oferta de produtos mais ágeis, personalizados e alinhados aos desafios ambientais e sociais atuais.
O Brasil enfrenta desafios climáticos significativos, com uma diversidade de biomas e ocorrência crescente de eventos extremos. As insurtechs têm a oportunidade de liderar o desenvolvimento de coberturas inovadoras e sustentáveis, incentivando práticas de redução de riscos em toda a cadeia.
Além disso, a robustez da regulação brasileira, combinada a práticas de governança e gestão de riscos, cria um ambiente propício para experimentação e adoção de novas soluções. As startups que souberem equilibrar inovação com compliance tendem a conquistar espaço e confiança dos consumidores.
Para prosperar nesse cenário, as insurtechs devem adotar uma série de boas práticas que envolvem estratégias, tecnologia e cultura organizacional:
Outra recomendação fundamental é manter a agilidade no processo de desenvolvimento de produtos, adotando metodologias ágeis e ciclos curtos de iteração, o que permite ajustes rápidos em resposta às demandas do mercado.
As insurtechs representam a fronteira mais vibrante da inovação no setor segurador brasileiro. Ao combinar tecnologia de ponta, parcerias estratégicas e uma regulação sólida, elas têm o potencial não apenas de transformar processos internos, mas de levar proteção financeira a públicos antes excluídos.
Ao adotar práticas centradas no cliente, fortalecer a governança e apostar em soluções sustentáveis, insurtechs e seguradoras caminham juntas rumo a um futuro em que inovação e segurança caminham lado a lado, garantindo maior tranquilidade e confiança para todos os brasileiros.
Referências